Reabastecendo, reformulando e mais uma vez partindo. Mais uma vez voltando. Em idas e vindas, encontrando a mim. Rio de Janeiro é beleza, é mostrar-se, é ver. Observar o entorno, as pessoas, as pedras e o verde. Sentirei saudades. Os amigos, a família carioca, o Pavão Azul, Copacabana, Ipanema. As possibilidades encontradas e a estrada... Sempre a estrada infinita que faz parte de mim. Nascendo para sempre nascer. Renascendo. Amadurecimentos constantes. As lágrimas que rolam tranquilas esperam o frio chegar, esperam o vinho e a polenta, as plantas e os cães. O retornos aos velhos amigos, aos abraços e desabafos. A mágoa passou.
Tem pássaro fora do ninho Já ensaiando seus voos Filhote de pomba-rola Caiu no chão meio à toa Presenciei o encontro Da cobra verde com ele Também a cobra é pequena A tal Philodryas olfersii A cobra-verde-cipó Meu coração disparou E dei pisada no chão Dei com graveto um cutucão Sem certeza interferi A cobra seguiu destino Eu resgatei o filhote Mas não encontrei seu ninho Botei num galho bem alto Agora deixei ele só Tomara que não encontre Nenhuma outra cobra-cipó Luiza Mattos Rio Pardo 2021
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