Reabastecendo, reformulando e mais uma vez partindo. Mais uma vez voltando. Em idas e vindas, encontrando a mim. Rio de Janeiro é beleza, é mostrar-se, é ver. Observar o entorno, as pessoas, as pedras e o verde. Sentirei saudades. Os amigos, a família carioca, o Pavão Azul, Copacabana, Ipanema. As possibilidades encontradas e a estrada... Sempre a estrada infinita que faz parte de mim. Nascendo para sempre nascer. Renascendo. Amadurecimentos constantes. As lágrimas que rolam tranquilas esperam o frio chegar, esperam o vinho e a polenta, as plantas e os cães. O retornos aos velhos amigos, aos abraços e desabafos. A mágoa passou.
Angústia que se bebe gole a gole. Que dor incrível aprender a ser gente, que sabor amargo tem a realidade humana. Carne sobre ossos, sangue. O tempo não passa e eu continuo aqui sentado nesta estrada árida e quente. Como vim parar aqui? Uma lembrança empoeirada. Saí de casa empurrado pelo medo, conheci meus monstros. Meus fantasmas voltaram todos. Eu que me sentia curado, disposto e feliz, permaneço aqui sentado enquanto tomo fôlego pra continuar a caminhada. A estrada é cada vez mais estreita, a vegetação mudou várias vezes. As árvores agora estão secas. Não existem muitas flores que sobrevivam a este clima. Avistei, a uns quilômetros atrás, um campo de sempre-vivas. Servem para o sustento. Me ponho a imaginar, eu, garoto da cidade, a família que mora na casa de pau-a-pique, de chão batido, ao lado da pequena plantação. Posso ver os retratos coloridos a mão e a vassoura feita de palha. Água, por favor água, estou com sede. O sol continua quente sobre meus ombros, tontura e cansaço mis...
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